ChatGPT deve começar a testar anúncios: o que muda nos planos e como a OpenAI diz que vai proteger a privacidade

A OpenAI confirmou que pretende iniciar testes de publicidade no ChatGPT, um movimento que marca uma nova fase de monetização do produto, especialmente para quem usa a ferramenta sem assinatura. A proposta é que os anúncios apareçam de forma contextual, com base no assunto da conversa no momento, e separados da resposta do assistente.

Pedrosa, Carlos

1/19/20262 min ler

A notícia ganhou força no Brasil após reportagens apontarem que o ChatGPT vai exibir anúncios “com base nas conversas” e detalharem mudanças de posicionamento e plano.

Onde e para quem os anúncios devem aparecer

Pelos comunicados oficiais, não há anúncios “ao vivo” para o público neste momento, mas a OpenAI afirma que vai começar a testar nas próximas semanas, inicialmente nos EUA, para usuários adultos logados nos planos Free e Go.

A empresa também declarou que Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu não terão anúncios.

Como esses anúncios devem funcionar

O formato descrito tenta evitar a sensação de “banner” tradicional: a ideia é exibir anúncios na parte inferior das respostas, apenas quando houver um produto ou serviço patrocinado relevante para o contexto atual da conversa. Eles devem ser claramente rotulados e separados do conteúdo orgânico.

Também foi mencionado que o usuário poderá entender por que está vendo aquele anúncio e dispensar o anúncio, informando o motivo.

“Com base nas conversas” significa o quê?

Na prática, a promessa é de publicidade contextual: em vez de usar um perfil amplo de navegação, o sistema se apoiaria no tema do que está sendo discutido naquele momento para sugerir um anúncio relevante.

Esse detalhe é importante porque a expressão “com base nas conversas” pode soar mais invasiva do que o modelo descrito oficialmente, que enfatiza contexto imediato, rotulagem e separação do conteúdo.

Privacidade e limites: o que a OpenAI está prometendo

A OpenAI afirma que o ChatGPT é um espaço “pessoal” e publicou princípios para publicidade antes mesmo do teste público. Entre os compromissos divulgados estão evitar exibir anúncios para menores de 18 anos, evitar publicidade em temas sensíveis e manter anúncios separados das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado.

O que isso muda para quem usa o ChatGPT

Para usuários, a mudança é simples de entender:

  • quem usa Free/Go (ao menos nos EUA, na fase inicial) pode passar a ver anúncios em contextos específicos;

  • quem usa Plus/Pro/Business/Enterprise/Edu segue sem anúncios;

  • a experiência tende a ficar mais parecida com modelos já vistos em outras plataformas: acesso gratuito mais amplo com monetização via publicidade.

O que ainda não está totalmente claro

Mesmo com diretrizes publicadas, alguns pontos ainda dependem de como o teste será implementado: frequência dos anúncios, quais categorias de anunciantes serão aceitas, como será a transparência do “por que estou vendo isso” e se (ou quando) o modelo deve se expandir para fora dos EUA.

Conclusão: o que isso sinaliza para o mercado imobiliário

O movimento é maior do que “ter anúncio ou não”. Ele sinaliza uma transformação: interfaces de IA estão virando novos canais de distribuição e, como todo canal, vão criar novas regras, novas oportunidades e novas disputas.

No mercado imobiliário, quem acompanhar essas mudanças cedo terá uma vantagem real: entender como a atenção do público se desloca, adaptar formato de conteúdo e manter presença onde a intenção acontece. A recomendação final é simples: fique atento às atualizações, porque o jeito de gerar demanda pode mudar antes do próximo ciclo de lançamentos.